Cenário Econômico 2018 e 2019

Painel de Tendências Indicadores Econômicos

Em 2018 a economia brasileira deve viver alguns solavancos, principalmente por causa das eleições, que mudará os principais líderes do país. As pesquisas eleitorais têm baixa previsibilidade do que pode acontecer, existem muitos candidatos com propostas muito diferentes nos aspecto de estratégias econômicas, isto deixa o mercado inseguro e os empresários avessos a investirem.

Entretanto em 2019, teremos um cenário mais favorável, com candidato eleito e com os aspectos econômicos melhor definidos, o que nos trará mais estabilidade para investir em aumento de produção nas indústrias e do agronegócio.

O cenário externo continua muito favorável para o Brasil, as disputas políticas entre China e EUA, podem trazer aumentos inesperados para venda dos nossos produtos e investimentos diretos em nossas empresas.

Além disto, o aumento do dólar frente ao real, pode nos ajudar no aumento das exportações e diminuição das importações, este último que gerou o aumento da inflação nos últimos anos.

Entretanto, o Brasil é uma das economias mais fechadas em termos comerciais. A corrente de comercio (exportações + importações) do Brasil alcançou 18% do Produto Interno Bruto (PIB), muito abaixo da média de 45% do PIB da América Latina e bem inferior à média de 60% do PIB dos países emergentes. Os principais benefícios da abertura comercial são: o corte de custos para obtenção de tecnologia e insumos; o maior dinamismo da economia, com a maior concorrência global; e as altas produtividades e da especialização.

Aqui está uma das grandes oportunidades do país de melhorar estruturalmente seus resultados, tanto, aumentando as exportações, quanto nacionalizando produtos importados.

Também, esta alta do dólar, pode facilitar a Privatização de empresas estatais, o que ajudaria para que o Governo diminua gastos, e possam focar em investimentos estruturais – com importante base para o crescimento, mas com pouca atratividade financeiro a investidores privados – que na minha visão deve ser o grande foco para aumento do PIB nestes dois próximos anos.

Eu gosto muito do ditado popular: “Cada macaco no seu galho”, e o Governo deveria focar no galho dele, não querer ser empresário. Isto ao longo do tempo, só tem se mostrado ruim para o bolso do brasileiro, que tem que bancar corrupção e prejuízos.

Por exemplo, deveria se focar numa agenda de reformas que reduzisse a inflação ao longo prazo. Temos vários exemplos, inclusive na América Latina, de ações de sucesso, que o Governo foi eficaz no seu papel.

Redução do Déficit Fiscal: o México e o Chile promoveram um amplo programa de consolidação fiscal para retirar suas dívidas brutas de uma trajetória insustentável. O México, conseguiu reverter o déficit fiscal superior a 20% do PIB em 1987 para um superávit já em 1992.

Desindexação de preços, contratos e salários: a Croácia foi capaz de desindexar os salários e benefícios do funcionalismo e de eliminar a indexação do salário mínimo.

Reformas microeconômicas: Hungria e Croácia implementaram medidas como a flexibilização do mercado de trabalho, a melhoria do ambiente de negócios, a simplificação do sistema tributários e as privatizações. Foram medidas fundamentais para elevar a produtividade e o produto potencial da economia e reduzir pressões inflacionárias.

Autonomia formal do Banco Central: O Chile e a Colômbia concederam autonomia no que se refere à gestão da politica monetária.

Abertura Comercial: O México e Chile reduziram bastante os impostos sobre importações e estabeleceram diversos acordos comerciais bilaterais, o que contribuiu para reduzir muito a inflação. 

Espero que o próximo Governo tenha melhor consciência disto, e foque em ações menos populistas, mas que façam nosso país crescer de forma consistente ao longo prazo.

Enfim, mensalmente, estaremos comentando os indicadores econômicos que selecionamos, e aspectos macro e microeconômicos do país.

O indicador que gostaria de chamar a atenção é o Custo do Capital Próprio, CAPM (Capital Asset Pricing Model), um modelo que mostra o retorno mínimo que um investidor aceitaria por investir em uma empresa ou projeto. Trata de uma maneira de encontrar uma taxa de retorno exigido que leva em conta o risco sistemático (não diversificável ou risco de mercado), por meio do coeficiente Beta.

A equação para o cálculo é a seguinte:

E(Ri)=Rf+βim[E(Rm)–Rf],

sendo que:

E(Ri)  representa o retorno esperado de um certo ativo ou carteira. Significa que o retorno esperado de um ativo será a taxa livre de risco (Rf ) mais o prêmio; por unidade de risco [E(Rm)–Rf], medido pelo β;

Rf  é a taxa de juros livre de risco;

βim é o coeficiente beta, que representa a sensibilidade dos retornos do ativo em relação aos do mercado, ou também:βim=Cov(Ri,Rm)Var(Rm);

E(Rm)  é o retorno esperado do mercado;

E(Rm)−Rf  é por vezes chamado de ”prêmio de mercado” ou ”prêmio de risco”, e representa a diferença entre a taxa de retorno esperada do mercado e a taxa de retorno livre de riscos.

Este é um importante indicador, para um empresário ou investidor que quer calcular o retorno que esperam ter em determinado projeto ou empresa.

Este número pode variar de mercado para mercado, entretanto, iremos calcular mensalmente um balizador, para termos noção se o dinheiro investido está dando o mínimo de retorno esperado. Se preferirem entrem em contato conosco, que podemos analisar especificamente os projetos e fazer uma análise mais direcionada.

Nossa intenção é que os investimentos e ou reinvestimentos do nosso, tenham uma base racional e financeira, para diminuirmos as variações de decisões baseadas em intuição e emoções.

Faça a prosperidade acontecer!

Yossi Harel, Administrador de Empresas, Pós-Graduado em Finanças Corporativas pela UNICAMP, Gestão Empresarial e Gestão de Recursos Humanos pela FGV e Gestão com Responsabilidade Social pela USP

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